sábado, 17 de novembro de 2007

Alheio

por Keissy Carvelli

Tantas vozes e já não sei exatamente por onde anda a minha; o vento frio; os olhos ardem; a preocupação sofre de ansiedade enquanto a introspecção apresenta-se anti-social.
Não existe necessariamente uma vontade unilateral, tampouco uma construção pacífica de princípios e verdades. Não há qualquer princípio.
Num computador avesso aos meus processos estão alheios meus dedos corados do frio, da impaciência e dos gritos desses corpos encostados pelo sofá da sala.
Talvez eu precise de algum tipo de paixão platônica um pouco mais real e próxima, para que, assim, eu possa rabiscar minhas linhas específicas.



Curitiba, 17 de novembro de 2007

3 comentários:

pseudo poeta disse...

uow, vai escrevr bem assim lá na casa do pi, pi, pi.

=D

adorei.

Herr David disse...

"Computador avesso aos meus processos". Uau, vou usar essa pra quando meu computador der pau. "Essa máquina está totalmente alheia aos meus processos".

Mas sério, senhorita Carvelli, isso tudo passa depois do vestibular. Rola toda a ansiedade, a tentativa de fuga mental (é tão pior quando isso acontece durante as provas!), a sensação de vazio. É claro que é vazio, você passa um ano se preparando pra uma provinha. Estudando ou não, você sabe que vai a prova tá lá. Tem data e tudo. Anyway, já foi a federal, imagino. Fuvest é mais, ehm... sei lá, pop. Ah, passa. Apenas concentre-se na hora das provas e pronto. Boa sorte pra você, moça.

Herr David disse...

A propósito, gritos dos corpos enconstados pelo sofá da sala? É o que eu to pensando que é?